Blog

Existem muitas histórias em torno do surgimento dos saltos altos. Não é possível precisar quando e como ele surgiu, mas existem registros de murais no Egito antigo com uma versão bem primitiva desse calçado. Essas pinturas murais de 3500 AC além de mostrar uma prévia do que seriam os saltos que usamos hoje também mostram que eles eram usados apenas nas classes mais altas. A maior parte das pessoas do Egito antigo andava descalças. Uma curiosidade é que além de serem vistos como um símbolo que designava classe, os saltos também eram usados ​​pelos açougueiros egípcios para manter os pés afastados do sangue que ficava espalhado pelo chão na hora do abate dos animais.

Também foram encontrados registros que mostram que na idade média existiu um tipo de sapato de solado de madeira, considerado o verdadeiro precursor do salto alto que eram usados tanto por homens quanto por mulheres da nobreza para protegerem seus sapatos caríssimos e chiques da lama e outros detritos da rua.

Na Ásia, existe a teoria de que os primeiros usuários do salto alto eram os guerreiros persas. Eles faziam uso desse tipo de calçado para auxiliá-los durante os passeios a cavalo, pois os saltos impediam que os pés escorregassem dos estribos. Acredita-se também que os saltos podem ter ajudado os arqueiros a atirar flechas, já que eles melhoravam a sua postura e mantinham as suas pernas firmes nos estribos dos cavalos.

Por volta de 1400 os sapatos plataformas (“chopines”) surgem na Turquia espalhando-se por toda a Europa. Esse modelo passou a ser usado apenas pelas mulheres. Já os venezianos resolveram transformar esse sapato, dando-lhe mais riqueza e luxo, tanto em seu material, quanto no seu uso. Nesse momento tanto homens quanto mulheres usavam essas plataformas ("chopines") de até 70cm ( sim, 70 cm) e precisavam do auxílio de dois criados para manter o equilíbrio. Era produto de status, pois somente os ricos tinham recursos para este luxo. Quanto mais alto era o calçado, mais alta era a posição social do seu proprietário.

E se em alguns lugares esse modelo de calçado era usado apenas para adornar os pés da burguesia, em outros eles eram usados por concubinas e odaliscas para evitar que escapassem do harém. Provando que desde sempre existem elementos que tem sua função subvertida para dominar as mulheres.

O salto como moda é atribuído a Catarina Médici que tinha cerca de 14 anos quando se uniu-se com um poderoso duque de Orleães, depois rei da França no século XVI. Médici possuía uma baixa estatura com relação ao duque e se sentia insegura, passando a usar sapatos feitos por um artesão italiano com saltos que a deixavam mais alta. Seus calçados eram feitos por um artesão italiano, chamado Constantino Coccinelle. E, ao que tudo indica, ele foi o responsável por desenvolver os modelos básicos de sapatos de salto alto, como conhecemos hoje.

Essa tendência foi rapidamente copiada por outras mulheres, que logo começaram a usar o salto alto, alguns chegando a incríveis 30 centímetros. No entanto, devido a essas alturas absurdas, as mulheres caíam com muita frequência, e algumas grávidas até chegaram a sofrer abortos. Para tornar os sapatos de salto mais confortáveis, a frente das plataformas passou a ser mais arqueada, enquanto apenas a parte traseira ficava responsável pela altura. Os saltos também ajudavam as mulheres a evitar que suas saias se sujassem já que os chãos da época não eram muito limpos.

O sapato virou moda na aristocracia francesa e passou a figurar uma marca de privilégio social. No início dos anos 1700, o rei da França, Luis XIV o adotou também em suas vestimentas. Ele tinha apenas 1,65 de altura e naquela época sua altura não era ideal para o ego de um rei já que ele acreditava que não poderia ser mais baixo que os seus palacianos. Ele usava saltos com detalhes prateados e vermelhos de 10 cm, fortemente decorados com cenas de batalhas. Para firmar o seu estilo, Luis XIV tornou ilegal o uso de saltos para quem não fosse da realeza. E proibiu que qualquer outra pessoa fizesse uso do salto vermelho perto dele e de seus palacianos na França. Isso era considerada uma ofensa passível de punição.

Seguindo os passos do rei Luís, o rei Carlos II da Inglaterra resolveu usar um salto vermelho durante sua coroação. Sendo assim, os ricos passaram a usar tais itens como símbolos de luxo. Por outro lado, os saltos eram inúteis para as classes mais baixas que trabalhavam nos campos e caminhavam longas distâncias, por isso eles acabaram sendo adotado apenas pelas classes mais altas que queriam se destacar.

Voltando para a França, em 1791 os saltos desapareceram com a revolução em uma tentativa de mostrar igualdade. Nessa época os sapatos sem salto voltaram a cena e só por volta de 1800, os saltos voltaram como moda novamente, com uma variedade incrível e se espalharam pela América.

Em meio a tudo isso com o surgimento do movimento intelectual "Iluminismo" os homens começaram a mudar a sua perspectiva com relação à moda e aos saltos. Esse movimento enfatizou a praticidade e a racionalidade em vez do luxo e da moda. Como um movimento criado por homens eles foram os principais beneficiados. Suas roupas passaram a ser mais práticas para combinar com as suas profissões, em vez de servirem como uma demonstração pomposa de riqueza. Os homens também passaram a abandonar joias e roupas de cores vivas, adotando roupas cada vez mais escuras. Isso também ficou conhecido como “A Grande Renúncia Masculina”, um movimento que passou a distinguir claramente homens e mulheres na aparência, tanto que em meados de 1740, os homens pararam completamente de usar saltos e passaram a considerá-los “desconfortáveis” e “afeminados”. Consequentemente, essa era ajudou a construir vários esteriótipos de gênero que podem ser vistos até hoje.

Mas foi no fim do século 19 e início do século 20 que os saltos tomaram seu post definitivo como item de moda. E contando com a contribuição do cinema hollywoodiano, se tornaram sinônimo de elegância. Na década de 50, após a Primeira Guerra Mundial, Christian Dior e o designer Roger Vivier desenvolveram o salto agulha, também conhecido como stiletto, que parecia uma lâmina composta por uma estrutura de ferro. O modelo tinha um salto tão fino que chegou a ser proibido entrar com ele em diversos lugares, devido ao dano que ele poderia causar no chão.

Com uma história muito interessante mas sempre ligado ao poder, riqueza, luxo e status nós conseguimos entender o motivo pelo qual o salto alto ainda é tão valorizado apesar de muitas vezes desconfortável. Suas mensagens de elegância e sofisticação tem justificativa na sua história e se mantem até hoje e nos mostrando como nossa interpretação sobre algumas coisas foi moldada. Apesar de hoje em dia já conseguirmos entender elegância e poder em muitos outros elementos, o salto alto conseguiu manter suas mensagens muito fortes na nossa cabeça.



Fontes:

https://super.abril.com.br/historia/como-surgiu-o-salto-alto/

https://www.loucosesantos.com.br/historia-salto-alto

https://br.fashionnetwork.com/news/Salto-alto-foi-criado-para-o-rei-luis-xv,76046.html#:~:text=Afinal%20a%20obsess%C3%A3o%20de%20homens,e%20virou%20s%C3%ADmbolo%20de%20status

https://areademulher.r7.com/curiosidades/quem-inventou-o-salto-alto/

https://www.tricurioso.com/2019/09/04/voce-sabia-que-o-salto-alto-foi-originalmente-criado-para-os-homens/

https://www.mulherdigital.com/sapato-historia-dos-saltos/





A consultoria de estilo está muito longe de ser só sobre roupa. Ela é na verdade muito mais sobre pessoas, onde a protagonista de todo processo é você, a cliente. Meu trabalho como consultora é te ajudar a traduzir todo o seu universo é em roupa, além de ajudar a criar uma relação mais leve e mais divertida com o seu armário. A ideia é que no final você consiga usar o seu estilo como uma ferramenta de comunicação.

Todo o processo vai ser baseado na nossa troca, conversas e encontros onde vamos conversar muito, muito mesmo sobre você, seu estilo de vida e suas necessídades e questões com o seu vestir. É um trabalho em conjunto, eu vou te ensinar o que você precisa saber para se tornar uma especialista no seu próprio estilo.


E quais são as etapas?

Cada consultora pode ter uma ritmo e uma forma de trabalho, aqui eu vou contar como EU faço. Vamos ter no total 5 etapas com pelo menos 6 encontros, podemos ter mais ou menos dependendo das necessidades que forem surgindo no decorrer do processo, a consultoria é totalmente individualizada e suas etapas são moldadas de acordo com as necessidades de cada cliente. Mas em geral as etapas funcionam das seguinte forma:


Conversa inicial e exercícios - A gente conversa, você me explica as suas necessidades, duvidas, curiosidades e eu vou conhecendo melhor você para poder atender as suas solicitações.

Saindo desse encontro você vai receber alguns exercícios(questionário de estilo e exercícios de imagem) para responder e quando terminar vai me devolver para eu poder analisar. Com essas respostas em mãos e mais tudo que você me contou no nosso encontro nós partimos para a segunda etapa.


Mapa de estilo - eu vou montar um mapa de estilo com base em todas as informações da etapa anterior e vou te apresentar . Esse mapa de estilo nada mais é do que todas as questões que você me trouxe transformadas em imagens. É um guia bem visual de todo o direcionamento prático e criativo para o seu vestir. Vou te apresentar informações técnicas sobre cores, tecidos, acessórios, todos os elementos que estejam de acordo com seus hábitos, motivações, estilo de vida. Aqui vamos entender como funciona o seu estilo, qual a base dele e como ele vai funcionar para atender as questões que você trouxe para mim.

Lembrando que é só um guia, não é imutável. A gente pode acrescentar ou retirar coisas dele sempre que você quiser durante o andamento do nosso trabalho.


Revitalização do armário - Nesse encontro eu vou te ensinar algumas formas de editar o seu acervo(o conteúdo do seu armário, suas roupas) com base no mapa que eu te apresentei no encontro anterior.

Vamos olhar para o seu armário de forma estratégica mas com muito carinho para começarmos a por em prática tudo que conversamos até aqui. A ideia é ficar no armário só o que você ama e que esteja de acordo com tudo que conversamos. Vamos ter um post só para falar sobre essa etapa em breve.


Aprendendo a comprar - depois da revitalização nós partimos para a etapa de aprender a comprar. Vou te mostrar como montar uma lista de compras que funciona para você (além de já entregar uma com base no seu mapa de estilo e no que sentimos falta no dia da revitalização).

Vou te ajudar a pesquisar e encontrar novas lojas, como identificar se aquela peça faz sentido ou não no seu estilo...tudo que você precisa para comprar de forma mais assertiva. Mas você não é obrigada a comprar nada. A ideia aqui é apenas entender como fazer compras mais pensadas e planejadas.


Dia de looks - Hora de colocar a criatividade para funcionar. Vou te ajudar a criar muitos looks com styling e coordenações que você ainda não tenha feito pra você desenvolver repertório. Também vou te ajudar a encontrar referências e como usá-las nos dias de dúvida. É a minha etapa preferida pois é aqui que a gente vê o resultado final de tudo que conversamos.


Lendo seu livro de estilo- Depois do dia de looks nosso trabalho termina e eu vou montar o seu livro de estilo. Vou enviar para você tudo que conversamos e aprendemos de forma escrita e ilustrada para você consultar sempre que quiser. Depois que você receber esse livro, marcamos uma conversa para tirar mais algumas dúvidas que possam ter ficado e fazer eventuais ajustes.

Ao final desse processo eu espero que você esteja totalmente preparada para assumir o controle do seu estilo e da mensagem que você quer passar com as suas roupas, além de comprar de forma mais estratégica.


Como faço para contratar?

Se você quer fazer a sua consultoria comigo eu terei o maior prazer em te guiar nessa jornada. Para isso você precisa entrar em contato pelo e-mail vvconsultoriademoda@gmail.com ou mandar uma dm aqui no instagram (@nessaviana).

E como eu disse, a consultoria pode e deve ser adaptada para as necessidades da cliente, então se você achar que o processo como eu expliquei não funciona para você é só entrar em contato que nós conversamos e encontramos o serviço ideal para atender as suas necessidades.

No post passado conversamos sobre como surgiu a profissão de consultor de imagem e estilo. Agora vamos entender um pouco melhor qual a diferença entre esses dois serviços para você poder decidir qual atende melhor aos seus objetivos.



Consultoria de Imagem

A consultoria de imagem costuma estar relacionada também ao estilo. Isso acontece porque o ideal é sempre manter a personalidade e os gostos pessoais de cada cliente para que a imagem construída traga segurança e verdade. Porém, a consultoria de imagem vai além da análise de características físicas e roupas. Ela passa também pelo comportamento, e ajuda o cliente a encontrar caminhos de trabalhar sua marca pessoal ao construir uma imagem que esteja adequada a como ele quer ser visto pelas outras pessoas.

O consultor de imagem atende todos os pontos abordados na consultoria de estilo mas vai muito mais além. É feito o visagismo (indicação de corte e cor de cabelo ideal, dicas de maquiagem para seu formato de rosto, formato de sobrancelha...), dress code e regras de etiqueta. O processo de construção da imagem é feito de forma completa para todas as áreas da vida do cliente.

Para se ter uma ideia de como o processo de construção de imagem desse profissional é completo é preciso saber que ele também engloba a comunicação verbal (tom de voz, dicção, ritmo, etc.) e a não verbal (gestos e linguagem corporal), a fim de identificar o alinhamento desses atributos com a personalidade do cliente e os seus desejos de imagem. O comportamento e as habilidades interpessoais também são analisadas e alinhadas.

É mais comum que esse tipo de serviço seja contratado por políticos, artistas e empresas por ser um trabalho muito completo de adequação de imagem não tanto de estilo e necessidades pessoais. É um trabalho de revitalização de imagem pessoal.


Consultoria de estilo

Ao contrário da consultoria de imagem, a consultoria de estilo não tem necessariamente a adequação de imagem como ponto principal, digo isso porque existem clientes que querem manter um estilo mais adequado a normas e dress codes e outros que querem exatamente o oposto.

Estilo pessoal é algo que não está atrelado a tendências, ele tem a ver com personalidade, com expressão de sentimentos, com a formação do universo pessoal. Ou seja, se expressa de dentro para fora. É a expressão da sua singularidade.

O consultor de estilo é especialista em pessoas e que usa todas as suas ferramentas para ajudar os clientes a se vestirem de forma coerente com quem se é e da forma como gostaria de se ver. A consultoria de estilo é mais personalizada e totalmente ligada com a pessoa e não com uma empresa ou com a forma como os outros irão ler aquele indivíduo.

Nesse serviço, a moda e as tendências são apenas ferramentas, sendo a pessoa e o seu estilo, a sua personalidade, a sua rotina, a sua profissão, o seu corpo e a forma como ela se relaciona com o seu corpo as coisas mais importantes do processo.


Quando ajudo meus clientes a se encontrarem por meio do seu próprio estilo, trabalho com eles para traduzir seus gostos e repertório de vida em roupa. Usando os elementos disponíveis – linhas, formas, cores, texturas e volumes – de maneira estratégica, considerando os códigos visuais que cada um deles carrega para transmitir a mensagem desejada.


Ficou clara a diferença entre esses dois profissionais? No próximo post vou contar como eu entendo a consultoria de estilo e qual o meu perfil de trabalho.











1
2